MODERNISMO NO BRASIL
O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira
na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes
plásticas. O movimento no Brasil foi desencadeado a partir da assimilação de
tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no
período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, como o Cubismo e o Futurismo.
As novas linguagens modernas
colocadas pelos movimentos artísticos e literários europeus foram aos poucos
assimiladas pelo contexto artístico brasileiro, mas colocando como enfoque
elementos da cultura brasileira. Considera-se a Semana de Arte Moderna,
realizada em São Paulo, em 1922, como ponto de partida do modernismo no Brasil.
Porém, nem todos os participantes desse evento eram modernistas: Graça Aranha,
um pré-modernista, por exemplo, foi um dos oradores. Não sendo dominante desde o
início, o modernismo, com o tempo, suplantou os anteriores. Foi marcado,
sobretudo, pela liberdade de estilo e aproximação com a linguagem falada, sendo
os da primeira fase mais radicais em relação a esse marco. Didaticamente,
divide-se o Modernismo em três fases: a primeira fase, mais radical e
fortemente oposta a tudo que foi anterior, cheia de irreverência e escândalo;
uma segunda mais amena, que formou grandes romancistas e poetas; e uma
terceira, também chamada Pós-Modernismo por vários autores, que se opunha de
certo modo a primeira e era por isso ridicularizada com o apelido de
Parnasianismo.
Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).
Essa divisão entre os defensores de uma estética conservadora e os de uma renovadora, prevaleceu por muito tempo e atingiu seu clímax na Semana de Arte Moderna realizada nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. No interior do teatro, foram apresentados concertos e conferências, enquanto no saguão foram montadas exposições de artistas plásticos, como os arquitetos Antonio Moya e George Prsyrembel, os escultores Vítor Brecheret e W. Haerberg e os desenhistas e pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, John Graz, Martins Ribeiro, Zina Aita, João Fernando de Almeida Prado, Ignácio da Costa Ferreira, Vicente do Rego Monteiro e Di Cavalcanti (o idealizador da Semana e autor do desenho que ilustra a capa do catálogo).